As fotos. Provam a junção, desafiam a que nos quedemos inertes, sem nos vermos. A do carro: revive-me uma ação instintiva e crua, inusitada, sem outro registro, e praticada com o único objetivo de esgotar-se na prática - o cheiro da mulher querida -, o gosto e o cheiro exalados para quem os provoca e que deles necessita como se isso operasse a suprema invasão da intimidade de quem anseia possuir como dono e como único. Não te preocupes e nem fantasies o que não podes controlar: eu estou vivo, bem vivo e ainda que me seduzam os grandes espaços vazios eu sempre te procuro, não porque quero, mas porque preciso. Preciso refletir-me em ti a provar-me que existo e existem essas sensações que só contigo se despertam. Não minto, nem faço devaneios. Tu ocupas o meu céu, invisível mas presente, pressentida, invasora, anelada a cada instante. Guarda-me. Tua carta mostrou-me que nos pacificamos na distância e que agora és capaz de mim como eu sempre fui de ti. E o após tua partida e foi quando os mundos que não deveriam se misturar se misturaram. Venci. Guado-te
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